Chappelle’s Show

Chappelle’s Show (2003)

22/01/2003 Comédia

80%

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Sinopse

Chappelle's Show é uma série de televisão de comédia em quadrinhos criada pelos comediantes Dave Chappelle e Neal Brennan, com Chappelle apresentando o programa e estrelando vários desenhos. Chappelle, Brennan e Michele Armour foram os produtores executivos do programa. A série estreou em 22 de janeiro de 2003, na rede de televisão a cabo americana Comedy Central. O show durou duas temporadas completas e uma terceira temporada truncada. Após numerosos atrasos, a produção da terceira temporada do programa terminou abruptamente quando Chappelle deixou o programa. Três episódios foram compilados a partir do trabalho concluído e esses episódios foram ao ar de 9 de julho a 23 de julho de 2006. Repete frequentemente o ar na Comedy Central e ao redor do mundo na MTV na Alemanha, Comedy Central no Brasil, The Comedy Network no Canadá, The Comedy Channel e 7mate na Austrália e FX no Reino Unido. O Chappelle's Show também foi exibido na WGN America e foi distribuído em várias estações de televisão nos EUA, incluindo MyNetworkTV. O TV Guide classificou em 31º lugar na lista dos "100 melhores programas da TV".

Criado Por:

Dave Chappelle
Críticas dos Especialistas
Filipe Manuel Neto

Filipe Manuel Neto

Escrita em 20 de Outubro de 2022

**Um grande filme.** Para mim, este é um dos grandes filmes de 1993. A história não é bonita e quase que podíamos apelidá-lo “amor em tempos de lama”, não só pela chuva contínua e pela quantidade de lama no ‘set’ de filmagens, mas principalmente pela rudeza e brutalidade das personagens masculinas. No entanto, o filme é bom, é envolvente, cativante e merece realmente ser revisto nos dias de hoje. Vencedor de três Óscares (Melhor Actriz, Melhor Actriz Secundária e Melhor Argumento Original), creio que só não venceu mais devido à feroz concorrência de _A Lista de Schindler_. O filme rendeu ainda a prestigiosa Palma de Ouro para Jane Campion, em Cannes. Ambientado nos meados do século XIX, o filme começa com o casamento por procuração de Ada, uma jovem, mãe solteira, com um fazendeiro de classe média instalado na Nova Zelândia. A colónia britânica estava ainda em desenvolvimento, há uma relação tensa entre os brancos e os nativos Maori, e o marido de Ada está a tentar comprar mais terras na ilha. Nunca percebemos o que ele faz ou para que as tenciona usar, e o filme ignora esses detalhes e concentra-se na relação do casal. Ada é muda, mas tem especial carinho pelo seu piano e toca muito bem. Todavia, o novo marido não se mostra feliz com isso: o piano é grande, é pesado e a viagem para a casa dele é longa, razão pela qual deixa o piano abandonado na praia e acaba por o vender a George Baines, um vizinho analfabeto que, numa proposta bastante indecente, permite a Ada tocá-lo na condição de se envolverem sexualmente, sob a capa de supostas aulas de piano. Porém, eles acabam apaixonados e isso vai abalar o casamento de Ada. Este filme é realmente a obra de maior beleza de Jane Campion, que assegura brilhantemente a direcção e o roteiro. Ada é uma personagem com que facilmente simpatizamos, e Flora, a sua filha (o nome nunca é dito no filme), é de uma ternura e ingenuidade cativantes. É a forma como elas nos prendem que dá suporte à trama subsequente. O melodrama, para mim, é como que a parte mais fraca do filme: além de Ada se casar com um marido brutal e indigesto, acaba apaixonada por um homem que é igualmente desagradável e que começa por se aproveitar de uma situação para satisfazer o próprio desejo físico e uma paixão pouco crível. Hoje, creio que seria muito difícil a Campion apresentar uma história assim sem ser fuzilada em praça pública pelas feministas mais ressabiadas. O elenco merece um aplauso. Holly Hunter dá-nos a performance da sua carreira ao interpretar Ada. Comovente, sofrida e um pouco infeliz, a actriz logrou dar-lhe uma personalidade vincada e grande dose de obstinação. Anna Paquin, ainda muito jovem, é linda no papel dela e a forma como contracena com Hunter é verdadeiramente enternecedora. Pela sua inocência e senso inato de justiça, a personagem dela protege a mãe, mas, nos momentos certos, condena-a pelas atitudes intempestivas e irreflectidas. Sam Neill é eficaz e muito bom no papel do marido de Ada. O actor consegue tornar a personagem detestável. Harvey Keitel é igualmente muito bom no papel de Baines, e foi uma surpresa para mim, posto que o associo mais a papeis de acção. Tecnicamente, o filme tem uma sensação épica e melodramática que lhe incute profundidade, o que foi bom de sentir. Há certos momentos em que parece que o filme se gaba a si mesmo, mas eu lidei bem com isso. A cinematografia é verdadeiramente excelente e o filme está maravilhosamente filmado. Os locais de filmagem foram bem escolhidos e mostram um lado selvagem e inóspito da Nova Zelândia, lugar que, para muitos de nós, é desconhecido e desperta curiosidade. Eu não sabia, por exemplo, que era tão chuvoso, mas isso de certo modo faz sentido, tendo em conta a localização e a orografia montanhosa. Ainda uma palavra de louvor para os figurinos, historicamente rigorosos, e um louvor especial para a grandiosa banda sonora, baseada naturalmente em piano e composta por Michael Nyman.

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