O Rei dos Reis
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O Rei dos Reis (2025)

17/04/2025 Drama, História 2h 51min

71%

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Sinopse

Quando a notícia se espalha pela Judéia de que o filho de Deus deve nascer em Belém, o rei Herodes (Frank Thring) exige que todas as crianças sejam mortas. Maria (Siobhan McKenna) foge com seu filho, Jesus (Jeffrey Hunter), que cresce pregando, realizando milagres e adquirindo devotos. Um dos seus seguidores, Judas (Rip Torn), o trai e ele é condenado à crucificação. Mas Jesus sempre soube do seu destino e se preparou para a morte.

Philip Yordan

Roteirista

Samuel Bronston

Produtor

Nicholas Ray

Diretor
Sessões
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Críticas dos Especialistas
Filipe Manuel Neto

Filipe Manuel Neto

Escrita em 8 de Julho de 2018

**Um bom filme bíblico, mas sem a grandiosidade de outros semelhantes.** Este é um dos muitos filmes bíblicos que foram feitos e lançados em meados dos anos Cinquenta e Sessenta, altura em que o género esteve muito em voga. Explica, de um modo algo leve, a vida de Jesus Cristo, desde o Seu nascimento até à ascensão ao céu, contrariando assim a tendência de fazer filmes que se circunscrevessem apenas ao Seu nascimento ou aos acontecimentos da Paixão. Sendo um filme naturalmente longo, o ritmo e a ausência de sentido épico poderiam ter sido problemas a enfrentar mas o director, Nicholas Ray, resolveu tudo de uma forma competente ao conceder alguma visibilidade adicional a várias personagens bíblicas periféricas como Herodes, Salomé, Pilatos e Barrabás. Isso criou o inconveniente de terem de se criar cenas inteiramente novas, que não são tiradas dos Evangelhos, o que podia desagradar aos públicos mais puristas. Eu confesso, lidei bem com isso, na medida em que as cenas criadas não contradisseram os relatos bíblicos nem se criou nenhuma história nova por detrás deles. Acerca do elenco podemos referir a boa participação de Orson Welles, na qualidade de narrador, com uma dicção muito cuidada, e a boa performance de Jeffrey Hunter, que deu vida a Jesus, ou ainda de Robert Ryan, que fez o papel de João Baptista. Não conhecia estes actores, nem nenhum dos demais, nem sei se seriam famosos na época. Talvez o director tenha escolhido actores menos notáveis numa decisão consciente, a fim de conferir maior força e realismo à sua obra. O pior deste filme é a escolha dos locais de filmagem, que nem sempre se assemelham à Terra Santa. Os cenários e figurinos, por sua vez, parecem historicamente convincentes e ficam bem na tela, mas carecem de toda a grandiosidade épica que encontramos em filmes como "Ben Hur" ou "Quo Vadis", onde tudo é maior e feito com mais detalhes.

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