Maldição da Múmia

Maldição da Múmia (2026)

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16/04/2026 Mistério, Terror 2h 16min

81%

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Sinopse

A filha de um jornalista desaparece num deserto sem deixar rastros, deixando a família dilacerada e em luto. Até que, oito anos mais tarde, a jovem garota reaparece, deixando todos chocados. O problema é que esse encontro aparentemente feliz se transforma em um pesadelo de proporções gigantes.

Lee Cronin

Diretor, Escritor, Produtor Executivo

Jason Blum

Produtor

Judson Scott

Produtor Executivo

James Wan

Produtor

John Keville

Produtor

Macdara Kelleher

Produtor Executivo

Pete Chiappetta

Produtor Executivo
Críticas dos Especialistas
Pedro Quintão

Pedro Quintão

Lee Cronin’s The Mummy foi um filme que vi com expectativas bastante baixas devido a várias notícias sobre as péssimas reações aos test screenings, por isso fui para a sessão a achar que ia ver algo medíocre ao mesmo nível dos últimos filmes do The Conjuring Universe e de outras produções comerciais de terror sobrenatural... Mas a verdade é que aconteceu o contrário. O filme conta a história de uma menina que desaparece no Egito e que, 8 anos depois, é encontrada viva dentro de um sarcófago com mais de 3 mil anos. A partir daí, percebemos logo que estamos perante um filme de possessão, mas com uma abordagem diferente do habitual. O realizador Lee Cronin, o mesmo de Evil Dead Rise, apresenta um toque semelhante a esse filme em alguns momentos mais intensos, mas o que mais gostei foi mesmo a forma como este filme pega na ideia clássica de possessão e a leva para a mitologia egípcia, pois estamos habituados a ver este tipo de histórias sempre ligadas à religião católica, com exorcismos e padres. Aqui é diferente, pois observamos tudo através da mitologia egípcia e isso eleva a experiência para outro nível. A dinâmica da família protagonista funciona bem, pois são personagens com as quais conseguimos criar uma boa empatia. A Katie, que é a jovem possuída, está espetacular e há momentos em que é mesmo desconfortável olhar para ela. Para mim, já se tornou numa das personagens possuídas mais marcantes dos últimos anos desde a Regan MacNeil em The Exorcist. O ritmo também é um ponto positivo. As duas horas passam rápido e o filme não se arrasta. E para nos impactar, há algumas cenas mais “pesadas”. Não é uma produção repleta de violência a cada momento, mas quando acontece são sempre situações impactantes: há uma cena com uma unha que é nojenta e outra com fluidos de um cadáver que me fez sentir enjoado. A tal cena do escorpião que gerou polémica nos test screenings é ligeiramente desconfortável, mas sinceramente não achei tão extrema como estavam a assegurar. O CGI nestas cenas está ok, mas com mais efeitos práticos o impacto seria maior e isso poderia tornar o filme ainda mais marcante. Posso ter gostado, mas Lee Cronins's The Mummy que não é perfeito. O argumento tem algumas falhas, há coisas que não são bem explicadas e ficam ali meio soltas como o facto de nunca sabermos o motivo do sarcófago que levava Katie se encontrar a ser transportado num avião. Além disso, o filme podia ter explorado muito mais a parte do Egito. Começa lá a sua ação, mas depois passa grande parte do tempo noutro sítio e perde um bocado a atmosfera egípcia. Mesmo assim, Lee Cronin’s The Mummy acabou por ser uma boa surpresa. Dentro do terror sobrenatural, que tem andado meio fraco, este destaca-se, tornando-se para mim, um dos filmes de terror sobre possessões mais interessantes que vi nos últimos anos. Não é perfeito, mas é envolvente, tem momentos fortes e consegue fazer algo um pouco diferente.

Críticas dos Usuários

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