Glória Feita de Sangue
No ar Assista Agora
No ar Assista Agora

Glória Feita de Sangue (1957)

14
01/01/1957 Drama, Guerra, História 1h 28min

83%

Avaliação dos usuários

Escrever uma Crítica

Sinopse

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau (George Meeker), um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras.

Stanley Kubrick

Diretor, Roteirista, Produtor Executivo

Jim Thompson

Roteirista

James B. Harris

Produtor

Calder Willingham

Roteirista
Sessões
Encontre uma sessão num cinema perto de você!
Críticas dos Especialistas
Filipe Manuel Neto

Filipe Manuel Neto

Escrita em 12 de Dezembro de 2023

**Um filme curto e objectivo, com uma mensagem clara e ainda pertinente, além de uma enorme actuação de Kirk Douglas.** Há vários filmes sobre a Primeira Guerra Mundial, mas este está longe de ser visto pelo público como um dos melhores. Na verdade, parece-me até um pouco esquecido hoje. É, todavia, oportuno e actual na sua mensagem pacifista em que o maior absurdo da guerra é enfatizado numa história, parcialmente verdadeira, em que um grupo de três soldados franceses é fuzilado por covardia após integrar um ataque inglório a uma posição alemã muito mais forte e mais preparada. Stanley Kubrick é um director a que ninguém fica indiferente: ou se adora ou se detesta. Ele parece ter tido gosto em fomentar isso ao escolher temas duros, filmes incómodos e debatíveis. Este é só mais um, e eu, que adorei alguns dos seus filmes na mesma medida em que detestei outros, resolvi pôr este filme a meio da tabela. É um filme muito mais directo e fácil de entender que a maioria da sua obra posterior, mas não deixa de ser incómodo e de nos perturbar pela questões levantadas. Por exemplo, os contrastes entre o soldado comum, metido em lama numa trincheira e sujeito a morrer como um animal, e os generais, quilómetros na retaguarda, em belos palácios onde não se dispara um tiro nem por acidente. Inteligentemente, Kubrick concentra-se na óbvia injustiça da punição como prova do absurdo desumano da guerra e de certas lideranças. Assim, o filme é simples, directo, curto (não chega a uma hora e meia de duração) e abrasivo. A cinematografia a preto-e-branco é muito nítida, luminosa e trabalha bastante a luz e a sombra. A edição é eficaz e a banda-sonora quase imperceptível pela discrição. Os cenários e figurinos são dignos de uma grande produção. Porém, não há cenas de acção e as cenas de combate não têm por foco a intensidade da luta, mas sim o seu lado mais humano. É outra perspectiva da guerra: quem procura acção não vai ter o que quer, mas quem deseja um filme mais profundo tem um prato cheio aqui. Kirk Douglas é o grande protagonista ao dar vida a um coronel que se incumbe de levar a cabo a defesa dos militares sob julgamento. Os esforços que desesperadamente leva às últimas instâncias são notáveis, mas como a sentença estava pré-determinada, o tribunal é só uma mascarada sórdida. Douglas começa por ser cordial e contido, um oficial às ordens, parte da engrenagem, mas muda gradualmente à medida que a personagem dele é confrontada com toda aquela brutalidade, e isso é realmente um meritório esforço para qualquer actor. Não conheço bem o trabalho dele ainda, mas eu não me surpreenderia se este fosse um dos melhores filmes de Douglas. Infelizmente, e sem desprestígio para os esforços de Adolphe Menjou e Joe Turkel, o restante elenco não o acompanha de todo.

Críticas dos Usuários

5000 Caracteres Restantes.