Devoradores de Estrelas

Devoradores de Estrelas (2026)

18/03/2026 Aventura, Ficção científica, Mistério 2h 36min

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Sinopse

O professor de ciências Ryland Grace acorda em uma espaçonave anos-luz de casa sem memória de quem ele é ou como chegou lá. Enquanto sua memória volta, ele começa a descobrir sua missão: desvendar o misteriosa substância que está causando a morte do Sol.

Will Allegra

Produtor Executivo

Rachel O’Connor

Produtor

Drew Goddard

Produtor Executivo

Sarah Esberg

Produtor Executivo

Ken Kao

Produtor Executivo
Críticas dos Especialistas
Rafael Martins

Rafael Martins

Escrita em 16 de Abril de 2026

Existem experiências que nos pegam totalmente de surpresa. Tecnicamente o filme é impecável e tudo se encaixa da melhor forma possível. A direção de fotografia e a trilha sonora trabalham juntas para criar uma beleza visual absurda, que se torna o grande diferencial do longa junto com a excelente atuação de Ryan Gosling. Eu esperava uma ficção científica de deslumbramento e recebi uma narrativa forte sobre sacrifício e propósito. O filme me atingiu em lugares inesperados. Ele entrega uma montanha-russa de emoções que despertou desde arrepios genuínos até uma emoção que há algum tempo eu não sentia no cinema. O longa sugere que a crença em si mesmo tem seus limites e que a verdadeira evolução ocorre através da colaboração. Encontrar um aliado que compartilha do mesmo propósito, mesmo vindo de mundos diferentes, é o que torna o impossível realizável. A dinâmica entre Grace e Rocky funciona como o motor emocional da história e estabelece um novo padrão para o conceito de amizade no cinema. A humanidade é capaz de ultrapassar qualquer limite se houver cooperação. As escolhas feitas por Grace e Rocky demonstram exatamente isso. Superar a barreira das diferenças é o real caminho para a prosperidade universal. É uma pena que a nossa própria realidade ainda pareça estar há milênios de distância dessa evolução.

Pedro Quintão

Pedro Quintão

Escrita em 7 de Abril de 2026

Project Hail Mary não é, de todo, o meu tipo de filme, pois ficção científica é um dos géneros que menos me puxa (só perde para romance e musical) e só fui ver este porque o meu irmão queria muito e porque as críticas estavam bastante positivas, mas posso dizer que acabei por ter uma experiência melhor do que esperava. A história acompanha Grace, um cientista, interpretado por Ryan Gosling, que acorda numa nave espacial sem perceber como lá chegou. A partir daí, o filme vai alternando entre o presente e flashbacks que nos ajudam a perceber quem ele é e como foi parar àquela missão de tentar salvar o nosso sol. O início é intrigante pois a curiosidade em torno da missão do protagonista acaba por envolver-nos facilmente. O problema é que o filme recorre demasiado aos flashbacks. Eles são importantes, mas surgem em momentos que quebram o ritmo. Estamos em cenas interessantes no espaço e, de repente, a cena corta para o passado. Senti que isso tirou impacto a vários momentos. Com menos flashbacks e talvez menos meia hora de duração, Project Hail Mary ganharia muito. O segundo ato é mais lento. Não chega a ser aborrecido, mas também nunca me agarrou totalmente. É aqui que entra o Rocky, uma criatura alienígena, e confesso que a fase inicial dessa interação se arrasta um pouco. Demora até o filme mostrar realmente o que quer entregar com essa relação. Mas quando essa ligação entre o Grace e o Rocky começa a ganhar forma, é aí que a narrativa nos agarra. Gostei mesmo muito do visual do Rocky. É uma criatura estranha, quase como uma pedra com tentáculos, sem expressões e mesmo assim consegue transmitir emoção. E esse é o mérito do filme, pois a amizade improvável entre duas criaturas completamente diferentes, é o que realmente me prendeu. Aliás, sinto que o argumento devia ter apostado ainda mais nisso e ido mais longe. Se cortassem parte dos flashbacks e dessem mais espaço a essa conexão, o impacto emocional seria ainda maior. No fim, Project Hail Mary é uma proposta interessante, com coração, que acerta mais quando se foca nas emoções do que na explicação científica. Mesmo não sendo o meu género, conseguiu entreter-me e até envolver-me em certos momentos. Para quem gosta de ficção científica, acredito mesmo que esta obra seja obrigatória de ser apreciada e até consigo ver o filme a ser nomeado aos Oscars. Para mim, não é algo que vá rever e nem entrará na minha lista de filmes favoritos, mas foram duas horas e meia bem passadas.

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