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Clube dos Cinco (1985)
77%
Avaliação dos usuários
Cinco estranhos com nada em comum, exceto um ao outro.
Sinopse
John Hughes
Diretor, Produtor, EscritorAndrew Meyer
Produtor ExecutivoGil Friesen
Produtor ExecutivoNed Tanen
Produtor
Filipe Manuel Neto
Escrita em 24 de Janeiro de 2022**Um filme eficaz e que funciona agradavelmente, apesar das falhas que apresenta.** Eu tinha expectativas bastante baixas para este filme posto que não gosto muito de filmes para adolescentes. Todavia, devo reconhecer que o filme é bom e está bem feito. Não é perfeito ou excepcional, mas funciona e entretém sem que consideremos o nosso tempo por mal gasto. Eu consigo compreender porque há tantas pessoas que consideram este filme um clássico, mas não estou de acordo. Não é um filme tão bom para ter essa designação, e se manteve até hoje uma certa aura isso deve-se a um certo estatuto 'cult' que adquiriu com o passar dos anos. O filme passa-se numa escola durante um sábado, em que cinco alunos que não se conhecem vão ficar de castigo, cada um pelos seus motivos. O professor, todavia, é um idiota e eles vão acabar por aproveitar o dia, ouvir música, dialogar e descobrir que não são tão diferentes uns dos outros. O filme tem fraquezas, começando pelo roteiro fino que apresenta. De facto, não há história ou acção aqui. Se o filme não tivesse tantas cenas de humor ou em que as personagens escapam e passeiam pela escola, iríamos ter uma hora e meia de diálogos. Outro problema é o uso de todos os estereótipos mais comuns nos filmes de colégio: temos um professor idiota e sem autoridade, um aluno rebelde com problemas em casa, um aluno bom, mas sob pressão para ter as melhores notas, uma aluna linda e presunçosa de família rica, um aluno desportista com problemas com a raiva e uma aluna solitária e esquisita. A única coisa que os salva é, no fundo, a forma como vão ganhando profundidade e personalidade à medida que os diálogos vão fluindo. E eu poderia ainda falar na falta de lógica deste castigo, em que cinco alunos problemáticos são deixados sós numa escola deserta? Independentemente da fraqueza do roteiro e de outros problemas, o filme conta com um elenco jovem que faz um trabalho bastante empenhado e interessante. De todos, aquele que mais me impressionou foi Judd Nelson, que conseguiu imprimir uma rebeldia e irreverência genuínas à sua personagem. Também gostei bastante de Ally Sheedy. Ela começa o filme quase em silêncio, deixando que a sua pose e o figurino bizarro dominem a nossa atenção, mas depois brinda-nos com uma personagem intensa, inteligente e agradavelmente desagradável e sarcástica. Anthony Hall tem uma personagem mais palatável e emotiva, que interpreta satisfatoriamente, tal como Molly Ringwald e Emilio Estevez, sendo que eles também trabalharam bem nas suas respectivas personagens. Uma palavra, ainda, para Paul Gleason, e a maneira impecável como interpretou um professor medíocre. Tecnicamente, é um filme discreto. Tem uma boa cinematografia e foi muito bem filmado, com nitidez e boas cores. Não apresenta grandes efeitos visuais ou especiais, mas o que nos traz é bem feito e funciona agradavelmente. O cenário da biblioteca foi bem construído, e a escola é credível. Mas o que nos deixa maravilhados é, claramente, a banda sonora, e particularmente a canção-tema *Don’t You (Forget About Me)*, que se faz ouvir nos créditos e que se transformou num dos grandes êxitos daquela década, em que muitos eram jovens ou (como eu) nasceram.
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