
Demolidor: Renascido – Uma Decepção ou Esperança para o Futuro?
Análise do Episódio 07×01 de Demolidor: Renascido
A nova temporada de Demolidor: Renascido iniciou com muita expectativa, especialmente após o sucesso estrondoso da série na Netflix. No entanto, tudo isso parece ter se dissipado após o sétimo episódio, intitulado Arte pela Arte. Ao longo deste texto, vou compartilhar minha opinião sincera sobre o episódio, que para mim é mais um desabafo do que uma análise.
Expectativas vs. Realidade
Desde o começo da temporada, eu esperava uma experiência que mantivesse a qualidade e a profundidade que a série original nos ofereceu. Entretanto, é difícil defender Demolidor: Renascido quando percebemos que o roteiro e a fotografia deixaram a desejar. O único momento que realmente se destacou foi uma sequência de luta que, em vez de ser empolgante, acabou desapontando.
O episódio deixou muita gente insatisfeita, principalmente as cenas que envolviam o Rei do Crime, que poderiam ter sido muito mais impactantes. A introdução de Dra. Glen como um pivô central foi conveniente demais e tira um pouco a credibilidade do novo enredo, fazendo com que pareça exagerado em um cenário tão vasto como Nova York.
A Queda do Demolidor
Um dos grandes erros que vejo neste episódio é o descuido em desenvolver os personagens e suas relações. A morte de personagens importantes, como Fog e a saída de Karen, parecem ter enfraquecido a narrativa e o próprio Demolidor. No início, os primeiros episódios eram envolventes, trazendo de volta a atmosfera densa que os fãs tanto amavam. Contudo, após a morte do Fog, algo parece ter morrido junto com ele, reduzindo até mesmo a essência do Demolidor em sua luta contra o crime.
Problemas de Roteiro
Paralelos muito óbvios e previsíveis foram um erro que tornou a experiência ainda mais frustrante. Por exemplo, a Dra. Glen ser a terapeuta do Fisk é algo que se torna claro demais e falta a sutileza que os fãs esperam. O que deveria ser emocionante acaba por se tornar uma narrativa cansativa, onde as surpresas são escassas e as reviravoltas, previsíveis.
Essa falta de inovação se estende aos personagens; o Rei do Crime, interpretado por Vincent D’Onofrio, que é um dos melhores vilões da Marvel, aqui sucumbe ao clichê do vilão que apenas se opõe ao herói sem profundidade ou malícia necessárias. A interpretação está incrível, mas o roteiro não permite que ele brilhe como deveria.
Um Novo Vilão?
Outro ponto discutível é a introdução do Muso. Mesmo sendo apresentado como um personagem intrigante, que tem potencial para trazer algo novo à narrativa, a maneira como ele foi retratado deixa muito a desejar. Sua conexão direta com o Demolidor poderia ter sido muito mais bem explorada.
Um Caminho a Percorrer
A verdade é que a série precisa urgentemente se reconnectar com suas raízes. Embora as cenas de ação pareçam promissoras, a montagem e a execução não são impactantes. O legado que a série original construiu é ameaçado quando as emoções e a intensidade são deixadas de lado em prol de conveniências narrativas.
As comparações com a série anterior são inevitáveis. A série da Netflix soube construir um Demolidor que fazia sentido, cheio de nuances e complexidades. Enquanto isso, Demolidor: Renascido parece estar buscando por um caminho que ainda não encontrou. Os próximos episódios precisam urgentemente de um reencontro com a essência que fez Demolidor ser amado por tantos.
Conclusão
Por fim, este episódio serviu como um tapa na cara dos fãs que desejam ver um Demolidor genuíno e impactante novamente. Espero que os próximos episódios consigam resgatar a qualidade e o enredo que muitos de nós sentimos falta. Não esqueçam de deixar suas opiniões nos comentários; eu adoraria saber o que você achou do episódio e se você sentiu as mesmas frustrações que eu.