Crítica de Extermínio: O Templo dos Ossos – Uma Continuação Impactante ou Desapontante?

Publicado por I Love Cinema
15 de janeiro, 2026 às 15:13
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Extermínio: O Templo dos Ossos – Uma Continuação que Divide Opiniões

Extermínio: O Templo dos Ossos chegou aos cinemas como a continuação do aclamado filme de terror que surpreendeu o público em 2025. Após 28 anos, a trama retorna para explorar um novo capítulo na narrativa apocalíptica, trazendo de volta o universo caótico do Reino Unido, onde a humanidade luta contra uma doença devastadora. Neste artigo, vamos analisar as características do filme, as performances dos atores e se ele realmente consegue trazer algo novo ou se fica preso à sombra de seu predecessor.

Uma Trama que Se Mantém na Memória

O filme segue a história de Spike, o filho de um dos protagonistas do filme anterior, que se vê em um ambiente completamente diferente. Ele se junta à gangue dos Dims, um grupo que possui características marcantes e que são apresentados com muitos detalhes. A presença de Kelson, interpretado por Ray Fiennes, adiciona um peso emocional à narrativa, já que ele tenta sobreviver e lidar com um mundo em colapso.

“O extermínio, em si, está mais para um filme de horror episódico do que uma sequência direta, necessitando que o espectador tenha assistido os filmes anteriores para entender a complexa trama.”

Personagens e Desempenho

A direção de DaCosta marca uma mudança em relação ao estilo de Danny Boyle, que tornou-se uma referência no gênero. Apesar de alguns diálogos que prometem um embate entre ciência e religião, a execução parece mais didática e menos rigorosa. O personagem Kelson brilha com seu dilema moral em meio aos cenários de morte e degradação, apresentando uma abordagem singular em comparação com a brutalidade que o cerca.

Spike, que deveria ser central na história, acaba ofuscado, o que gera um sentimento de decepção para os fãs que esperavam uma evolução real do personagem. A falta de profundidade em sua narrativa pode ser entendida como uma escolha de roteiro que não atinge o potencial desejado.

Temas Relevantes e Abordagem Crítica

Um dos aspectos mais discutidos é a abordagem do filme sobre temas contemporâneos, como a polarização. No entanto, muitos críticos apontam que a forma como a religião e a ciência são apresentadas na narrativa torna a ambiguidade original do primeiro filme em algo mais claro e menos provocativo, perdendo a sutileza e ironia que marcaram o trabalho anterior.

“A tentativa de abordar a religião como uma força motriz e a ciência como um contraponto falha em criar um diálogo efetivo, resultando em uma disputa superficial.”

Aspectos Visuais e Direção

Visualmente, Extermínio: O Templo dos Ossos apresenta cenas impactantes, com efeitos de gore que agradam aos fãs do gênero. A escolha estética de não usar câmeras em mão facilita a visualização, trazendo uma experiência mais prazerosa. A solidão e o desespero do apocalipse são bem retransmitidos, mas ainda existe uma sensação de que a profundidade emocional e psicológica não foi explorada ao máximo.

Conclusão: Vale a Pena Assistir?

Embora Extermínio: O Templo dos Ossos não alcance a magnitude do seu antecessor, ele traz momentos interessantes e provocações que despertam reflexões sobre a condição humana em meio ao caos. A performance de Ray Fiennes e a apresentação de cenários sombrios garantem que o filme seja uma experiência válida. A mistura de horror e humor peculiar adiciona uma nova camada à franquia, mas deixa um gosto de que poderia ter sido mais. Assim, a recomendação é que os fãs do gênero assistam ao filme, pois apesar de suas falhas, ele ainda oferece um entretenimento de qualidade que merece uma chance.

Para uma análise mais abrangente, confira nosso artigo sobre A Profundidade do Terror. Para mais detalhes sobre o filme, experimente o IMDb.

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